Antes de julgar o mundo, Jesus examina a Sua igreja. Antes de revelar o futuro, Ele olha para dentro de sete comunidades reais, em sete cidades reais.
Cada carta em Ap 2 e Ap 3 segue a mesma estrutura: uma descrição de quem é Jesus, um "eu conheço as tuas obras", um elogio quando cabe, uma correção quando necessária, um chamado e uma promessa a quem vencer.
A repetição não é preguiça literária. É insistência.
Ap 2:2 elogia o discernimento: eles testaram falsos apóstolos e não toleraram o mal. E então vem Ap 2:4 — "abandonaste o teu primeiro amor".
Dá para acertar a doutrina e perder o motivo dela.
"Conheço a tua pobreza — mas tu és rico" (Ap 2:9). Nenhuma repreensão é feita a Esmirna. Só à igreja perseguida e à igreja fiel de Filadélfia Jesus não corrige nada.
A água de Laodiceia chegava morna pelo aqueduto — nem quente como as termas de Hierápolis, nem fria como as fontes de Colossos. Jesus usa a geografia que eles conheciam bem.
"Dizes: sou rico, e nada me falta" (Ap 3:17). A carta termina com Ele do lado de fora, batendo à porta da própria igreja.
Qual das sete cartas você não gostaria que fosse endereçada a você? Provavelmente é a que precisa ler primeiro.