É interessante pensar sobre a finitude do “infinito”, essa contradição que o universo nos apresenta. Chamamos o espaço de infinito, mas tudo o que vemos dele é limitado. Quando olhamos para o céu, enxergamos o passado: a luz das estrelas viaja por milhões de anos até chegar a nós, como ecos de algo que talvez já nem exista mais.
E é na noite que essa reflexão se aprofunda. O silêncio nos envolve e nos conduz a uma solitude que não é ausência, mas encontro consigo mesmo. A lua, solitária no céu, ilumina mesmo sem luz própria, como um lembrete de que ainda há beleza na quietude. Assim, entre o infinito distante e o silêncio da noite, somos levados a olhar para fora e, inevitavelmente, para dentro também, pois quando olhamos para o céu, “vemos” o “infinito”, quando olhamos para dentro, vemos as marcas do Eterno! Esse talvez seja o meu fascínio com a noite, com o universo e os seus paradoxos que me fazem simplesmente parar e "não pensar", apenas contemplar e ao observar, a compreensão de que sou pó!
